Engenharia de Software
Autor: Gustavo Luiz Pinheiro da Silva
Engenharia de Software é uma área em ascensão,
muito requisitada e incentivada pelo Governo Brasileiro pela falta de
profissionais no mercado nacional. No Brasil atualmente existem apenas 3
ou 4 universidades que disponibilizam esse curso e por incrível que
pareça o Amazonas foi agraciado com uma delas em nível federal e público
localizada na cidade de Itacoatiara. O ICET ou Instituto de Ciências
Exatas e Tecnologia da Universidade Federal do Amazonas - UFAM, já disponibiliza o curso de Bacharelado em Engenharia de Software.
O curso de Engenharia de Software é uma área da computação voltada à especificação, desenvolvimento e manutenção de sistemas de software, com aplicação de tecnologias e práticas de gerência de projetos e outras disciplinas, visando organização, produtividade e qualidade.
Os alunos de E.S. necessitam de grande aptidão em raciocínio lógico, exatas como cálculo, álgebra e física, gostar bastante de informática e computadores, afinal essa será sua vida e como em qualquer área precisa ser bastante esforçado.
Na área de informática entre teorias e práticas o curso engloba linguagem de programação, banco de dados, ferramentas, plataformas, bibliotecas, padrões, processos e a questão da Qualidade de Software.
Áreas de Conhecimento
Segundo o SWEBOK (Corpo de Conhecimento da Engenharia de Software), versão 2004, as áreas de conhecimento da Engenharia de Software são:
- Requisitos de Software
- Projeto de Software
- Construção de Software
- Teste de Software
- Manutenção de software
- Gerência de Configuração de Software
- Gerência de Engenharia de Software
- Processos de Engenharia de Software
- Ferramentas e Métodos de Engenharia de Software
- Qualidade de Software
Conforme Pressman,
a Engenharia de Software (ES) é uma tecnologia em camadas. E a base de
todas essas camadas é o foco na qualidade do software desenvolvido.
Portanto, inclusive do ponto de vista didático, é interessante
estudarmos a ES em suas camadas de Processo, Métodos e Ferramentas.
No Brasil, existe hoje o MPS.BR, Modelos de Processos de Software Brasileiro, que busca a melhoria de qualidade de processo de software voltada para o mercado de pequenas e médias empresas de desenvolvimento de software no Brasil.
O MPS.BR é baseado no CMMI, Capability Maturity Model Integration, do Software Engineering Institute - SEI, que é o modelo internacional e o mais conhecido na avaliação de processo e qualidade de desenvolvimento de software em uma organização (empresa ou instituição). O CMMI assim pode ser organizado através de duas formas: Contínua e Estagiada. No estagiado que é o mais comum, uma organização pode ter sua maturidade avaliada em 5 níveis:
- Nível 1 - Caótico;
- Nível 2 - Capacidade de repetir sucessos anteriores pelo acompanhamento de custos, cronogramas e funcionalidades;
- Nível 3 - O processo de software é bem definido, documentado e padronizado;
- Nível 4 - Realiza uma gerência quantitativa do processo de software e do produto;
- Nível 5 - Usa a informação quantitativa para melhorar continuamente e gerenciar o processo de software.
O MPS.BR é avaliado em 7 níveis diferentes de maturidade (o que é um diferencial em relação aos outros padrões de processo) que são:
- A - Em Otimização;
- B - Gerenciado quantitativamente;
- C - Definido;
- D - Largamente Definido;
- E - Parcialmente Definido.
CONCLUSÃO
Este post foi criado com intuito de apresentar um pouco do Curso de Engenharia de Software, algumas áreas que podem ser seguidas, certificações que podem enriquecer ainda mais um Engenheiro de Software caso deseje seguir o modelo de qualidade de processo de software e incentivar os amantes da informática para seguirem essa área que está em crescimento no Brasil e já é umas das mais requisitadas pelo nosso Governo.

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